Home
Pessoas
que ajudam Pessoas
Eventos
FAQs
   
 
Site da IMF - America Latina
Site da IMF - Argentina
Site da IMF - Chile
Site da IMF - Colombia
Site da IMF - Mexico
Site da IMF - Venezuela
Site da IMF - Portugal
Site da IMF - Brasil
 
 
 

Doação
on-line

 
 
 
 
 
 
 
 
  Notícias & Destaques
 
 
  Se precisa de ajuda Fale Connosco
 
 
REGISTE-SE
Para Receber a
Nossa Newsletter


« OK »
 
     
 
 

Segundo artigo
29/05/2006 -
 

Os quinze dias prometidos para a sequência da nossa comunicação, a partir da data do nosso primeiro encontro, foram esticados um pouco mais por conta desta época que parece virar tudo de cabeça para baixo. Uma época que mexe no tempo de uma tal maneira que deixa as nossas agendas em polvorosa, acelera-nos numa pressa sem lógica e faz-nos adicionar necessidades inexplicavelmente urgentes às nossas horas já comprometidas com o que é de rotina. A impressão que dá é de que alguma coisa de muito importante vai acontecer, de que alguma coisa vai mudar ao virar o calendário e que nós precisamos de nos organizar, de nos preparar e de nos maquilhar para a festa que celebra a cerimónia da passagem.

As necessidades extras têm, oficialmente, data para começar (primeiro de Dezembro), e data para terminar (primeiro de Janeiro). Uma data é consagrada à homenagem de quem, há mais de 2000 anos, nos precedeu na esperança da vida numa Humanidade melhor; a outra data é consagrada à esperança da Humanidade numa vida melhor.

O ponto em comum em ambas as ocasiões, portanto, é a renovação de esperanças!

Tudo nas nossas vidas envolve esperança. Seja qual for a natureza das nossas questões, somos alimentados pela esperança. Na saúde e na doença, somos movidos pela esperança. Na saúde, a esperança é de a manter. Na doença, a esperança é de vencê-la. No entanto, quando estamos doentes, vivemos e evoluímos através de processos, de uma sucessão de fases que expressam a maneira como nos estamos a sentir, que reflectem as nossas realidades emocionais. Começamos por uma fase de negação – “não é verdade, isto não me está a acontecer”. Frente à impossibilidade de continuarmos a negar, passamos à fase da raiva – “porquê eu, porquê comigo?”. Acalmada a raiva, iniciamos as trocas, caracterizadas pelas tantas promessas que fazemos condicionadas às nossas melhoras – “prometo que serei melhor se...; se eu ficar bem prometo que...”. Desta fase, passamos à tão temida, mas necessária, fase da depressão, a tristeza que se instala a partir do reconhecimento do inevitável. Mesmo sendo a fase mais difícil, mais pesada, ela é necessária porque, se ela for bem tolerada e assumida por nós e pelos que nos circundam, conseguiremos chegar à tão ambicionada fase de aceitação. Tão ambicionada, pois é a partir dela que nós conseguiremos retomar as rédeas da nossa vida, esteja ela como estiver.

No primeiro artigo, eu falei sobre ser a questão da probabilidade do tempo de vida o que talvez determine um diferencial entre quem joga e quem não joga com um diagnóstico fechado, mas que, em nenhum dos casos existem certezas absolutas quanto a este tempo. Que as surpresas são frequentes e que as excepções podem tornar-se na regra.

Retomo aqui este trecho para costurá-lo com o ponto comum existente entre as duas datas de festividades citadas no início deste artigo: esperança!

Considero que este é o fio precioso de luz que todos temos em nós. Todos, sem excepção, mesmo aqueles que pensam jamais tê-lo tido ou que o perderam ao longo do caminho. Acreditem, a questão é saber procurar, porque nós jamais perdemos este fio. É ele que nos sustenta, que nos alimenta quando tudo o mais falta. É ele que nos faz acordar e andar com a nossa vida para a frente. Este é o fio capaz de tecer as surpresas frequentes e fazer com que as excepções se tornarem regras. A esperança faz conexões com a recuperação da saúde de uma maneira que constatamos, mas que nem sempre explicamos. A esperança fortalece e liga-nos ao melhor dos nossos sentimentos: o amor! Nós amamos, mesmo sem sujeitos. Nós temos esperança, mesmo sem perceber de destinos.

Então, sem me alongar mais, o que eu quero hoje é partilhar convosco a minha esperança de que, se estes tempos de fim de ano falam de esperanças em melhoras e expectativas de mudanças, que elas, as melhoras e as mudanças, se dêem dentro de nós.

As razões pelas quais abrimos este espaço podem ser hostis, mas sinalizam, sem dúvida, o nosso desejo de poder, de alguma maneira, ajudar alguém, mesmo que seja emprestando a esse alguém as nossas esperanças de que dias melhores virão.

Um Feliz Natal a todos e que o ano de 2006 seja de muito aprendizagem para todos nós. Aprendizagem quanto a como tratar melhor a vida que temos e a vida que somos.

Do fundo da minha fé, fiquem com Deus!

Até à próxima.

Gláucia Telles Sales, de entre outras coisas, psicóloga.

Contato: espacodevida@myelomapt.org
 

América Latina - Brasil - Japão - EUA
Copyright 2005. International Myeloma Foundation Latin America. All Rights Reserved®.

Para informações sobre a IMF Portugal contactar:
International Myeloma Foundation Latin America
Rua José Jannarelli, 199 15º andar
- cj 151-A
São Paulo - SP - CEP 05615-000
Brasil
Telefone: (11) 3726-5037 Fax: (11) 3722-3582
e-mail: imf@myelomapt.org

International Myeloma Foundation - USA
12650 Riverside Drive, Suite 206
North Hollywood, CA 91607-3421
phone: 800-452-2873 (US and Canada)
818-487-7455 (elsewhere)
fax: 818-487-7454
email: TheIMF@myeloma.org