O FDA americano aprovou recentemente uma nova opção de tratamento para Mieloma recidivado ou que não tenha respondido a pelo menos um outro tipo de tratamento - bortezomibe com doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP).
“Esta nova combinação é muito importante para os doentes especialmente aqueles com mieloma resistente, devido à sinergia entre bortezomibe/doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP)”, declarou Dr. Brian G.M. Durie – chairman e co-fundador da IMF.
As drogas trabalham em combinação, pois há evidências de que o bortezomibe aumenta a eficiência da doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP) contra as células de cancro e a doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP) faz o mesmo para o bortezomibe.
“O crescente sucesso em tratar o mieloma e prolongar a vida dos doentes se deve em grande parte às novas drogas que podem ser usadas em combinação e em seqüência e a aprovação da nova combinação bortezomibe/doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP) se adequa perfeitamente a essa estratégia”,ressalta Dr. Brian Durie.
Os resultados do Estudo Fase III e do Estudo de Acompanhamento (follow-up) foram apresentados na Reunião Anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) realizada em Chicago (USA) entre os dias 2 a 6 de junho p.p..O Estudo de Acompanhamento demonstrou que não houve aumento em efeitos colaterais sérios, como neuropatia, com a adição da doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP) ao bortezomibe.
“O doente com mieloma tem cada vez mais opções de tratamento. É muito bom saber que se um tratamento não deu certo existem várias outras possibilidades. Queremos que os doentes tenham acesso a todos os tratamentos disponíveis” declarou Christine Battistini, presidente da IMF Latin America durante o ASCO 2007.
A doxorrubicina lipossomal peguilada (DLP) é uma versão formulada “lipossomal” do agente quimioterápico doxorrubicina, aprovada para uso em outras formas de cancro. Bortezomibe esta aprovado em Portugal para doentes de mieloma já submetidos à pelo menos dois tratamentos prévios.
Fonte: www.myeloma.org